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Transplante de Células-tronco

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Bortezomibe após o Transplante de Células-tronco no Mieloma múltiplo

 

O Grupo de Estudos Nórdico de Mieloma (NMSG) realizou um estudo randomizado aberto para comparar o bortezomibe (Velcade) como terapia de consolidação após o tratamento de altas doses de quimioterapiia (HDT) seguida do transplante autólogo de células-tronco (ATMO) em relação a não consolidação em pacientes virgens de bortezomibe e que apresentem diagnóstico recente de doença.

370 pacientes foram aleatóriamente avaliados três meses após o transplante para receberem 20 doses de bortezomibe durante 21 semanas.

A hipótese era de que a terapia de consolidação iria prolongar a sobrevida livre de progressão da doença (PFS). O PFS após a randomização foi de 27 meses para o grupo bortezomibe em comparação a 20 meses para o grupo controle ou seja sem o uso do medicamento(p = 0,05). Cinqüenta e um dos 90 pacientes do grupo de tratado em comparação com 32 dos 90 pacientes do grupo controle melhoraram sua resposta após a randomização (p = 0,007). No entanto não houve diferença na sobrevida global. O sintoma fadiga foi a queixa mais mais comum nos pacientes tratados com bortezomibe. Em relação aos  questionários de qualidade de  vida (QV), houve  diferenças importantesentre os grupos. A terapia de consolidação parece ser benéfica para pacientes que não atingiram pelo menos uma resposta parcial muito boa (VGPR), mas não para os pacientes em VGPR. A consolidação com bortezomibe após o transplante em pacientes virgens de bortezomibe melhora PFS, sem interferir com a qualidade de vida. (Este estudo foi registrado no www.clinicaltrials.gov como # NCT00417911.).

Mellqvist UH, Gimsing P, Hjertner O, Lenhoff S, Laane E, Remes K, Steingrimsdottir H, Abildgaard N, Ahlberg L, Blimark C, Dahl IM, Forsberg K, Gedde-Dahl T, Gregersen H, Gruber A, Gulbrandsen N, Haukås E, Carlson K, Kvam AK, Nahi H, Lindås R, Frost Andersen N, Turesson I, Waage A, Westin J. “Bortezomib consolidation after autologous stem cell transplantation in multiple myeloma: a Nordic Myeloma Study Group randomized phase III trial”. Blood. 2013 Apr 24. [Epub ahead of print]

 

Milton Artur Ruiz

 

Transplante de Células-tronco Hematopoéticas para Leucemia mielóide águda e HIV.

Paciente com 27 anos de idade, portador do vírus HIV desenvolveu leucemia mieloide aguda e teve indicação de Transplante de Células-tronco Hematopoéticas alogênico. No momento da preparação para o transplante utilizava Terapia Anti retroviral e sua carga viral estava sob controle laboratorial. Recebeu para o Transplante um condicionamento mieloablativo com irradiação corporal total e ciclofosfamida. A imunossupressão e profilaxia para a doença enxerto contra o hospedeiro foi com Globulina anti timocítica, tacrolimus e micofenolato mofetil. O transplante imediato transcorreu dentro da normalidade, com boa enxertia e sem sinais de doença contra o hospedeiro.
Seis meses após o transplante apresentou um sarcoma de Kaposi localizado que foi tratado com sucesso por remoção cirúrgica.
12 meses após o paciente encontra-se me bom estado, com o HIV controlado e em remissão da Leucemia.
A descrição deste caso vem se juntar a outros casos de doenças hematológicas malignas e tumores sólidos precedidos de infecção pelo HIV evoluem com controle de ambas a s doenças após o transplante.
Este caso esta publicado na revista Transfusionsmedizin 2012; 2 (2): 90-3.

Milton Artur Ruiz

A década do tratamento com Células-tronco nas doenças cardíacas

Acima está o título do novo livro do Prof. Bodo Eckehard Strauer publicado pela Dusseldorf University Press (ISBN 978-3-940671-84-4).
Atualmente em atividade na Universidade de Rostock da Alemanha, cidade porto do mar báltico, o professor apresenta uma coletânea dos trabalhos publicados nestes últimos anos na Alemanha.
O livro tem o objetivo e recordar os trabalhos realizados nesta década na área, e comemorar o primeiro trabalho de seu grupo publicado na Circulation* em 2002 e que se tornou um paradigma para a terapia celular na área de cardiologia.

*Strauer BE et al., Repair infarcted myocardium by autologous intracoronary mononuclear bone marrow cell transplantation in humans, Circulation 2002;106:1913-1918- Doi :10.1161/01.CIR.0000034046.87607.1C

Milton Artur Ruiz

Eficácia do Transplante Alogênico de Células – tronco Mesenquimais na Poliomiosite e Dermatomiosite.

A Poliomiosite e a Dermatomiosite são doenças musculares inflamatórias crônicas que se caracterizam por uma perda da força muscular, fadiga e comprometimento da pele. O tratamento básico nestes pacientes são os corticosteróides e os imunossupressores.
Os Transplantes de Células tronco Hematopoéticas tem se mostrado útil nos pacientes refratários aos tratamentos convencionais acima descritos.

Com o objetivo de observar a segurança do Transplante com Células mesenquimais foi realizado um estudo com 10 pacientes refratários.

Em nove mulheres e um homem o transplante foi realizado com células colhidas da medula óssea de doadores aparentados e após cultura e seleção os pacientes receberam 1X106 cels /Kg por infusão endovenosa.
Apesar da recorrência da doença em quatro pacientes o procedimento foi considerado seguro e isento de problemas relacionados ao Transplante.

Os dados indicam a necessidade de estudos randomizados e controlados.
O trabalho encontra-se publicado na “Annals of the Reumathic Diseases” 2011; 70(7): 1285-1288

Milton Artur Ruiz

Food Drug Administration dos Estados Unidos aprova o uso do Hemacord

Droga, chamada Hemacord, é indicado para uso no Transplante de Células-tronco Hematopoiéticas

A U. S. Food and Drug Administration (FDA) aprovou o HEMACORD, o primeiro produto derivado de células tronco licenciado feito com as células progenitoras hematopoiéticas (HPC-C) do sangue de cordão umbilical.
O HEMACORD tem o seu uso indicado no transplante de células-tronco hematopoiéticas para pacientes com doenças que afetam o sistema (sanguíneo) hematopoiético.

A aprovação do HEMACORD foi baseada em testes em que a segurança e eficácia foram comprovados e onde foram cumpridos todos os requisitos regulamentares. Esta é a primeira aprovação de um pedido de licenciamento de um produto do sangue do cordão umbilical.
O HEMACORD apresenta os mesmo os riscos de doença do enxerto versus hospedeiro (GVHD), síndrome de enxerto, falência do enxerto e reações à infusão, que podem ser fatais como o que ocorre no Transplante de Células-tronco hematopoéticos alogenicos tradicionais.. Os pacientes que recebem o HEMACORD devem ser cuidadosamente monitorados. A avaliação de risco-benefício, a seleção da unidade, e a administração da HEMACORD devem ser feitas sob a direção de um médico com experiência em transplante de células-tronco hematopoiéticas.

Milton Artur Ruiz

A recuperação dos linfócitos após o Transplante de Células -tronco Hematopoéticas (TCTH)

A recuperação do número de linfócitos é um dado indicativo de boa evolução após o TCTH. Este dado pode substituir de substituir os parâmetros até então sob observação em relação à enxertia (pega), taxa de mortalidade não relacionada à recaída, e melhora de sobrevida dos pacientes transplantados.

Em 40 pacientes submetidos ao TCTH de sangue de cordão umbilical 30 dias após observou-se que os pacientes com valores de linfócitos > de 150 /uL tinham menor taxa de mortalidade não relacionada à recaída e melhora de sobrevivência quando comparados aos pacientes que apresentavam valores < 150 /uL. Pacientes com valores de linfócitos < de 100 uL apresentavam maior taxa de falha de enxertia do que os que tinham >100 ul, no 30º dia após o transplante.

Não existiu nenhuma relação entre doença de base tratada, tipo de condicionamento (drogas para o preparo do paciente), uso de globulina anti- timocítica ou número de sangue de cordões utilizados no TCTH que interferiu na recuperação de linfócitos após o procedimento.

Este dado corrobora o que já se havia observado no TCTH convencional com células tronco de adultos

Tedeschi SK, Early Lymphocyte reconstitution is associated with improved transplant outcome after Cord blood transplantation
Cytotherapy 2011, 13:78 -82
Milton Artur Ruiz

Transplante de células-tronco autólogas em lesão de medula espinhal

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Os traumas medulares ou raqui medulares causam lesões e deficiências graves que podem se perpetuar por toda a vida. Vários estudos visando minimizar ou recuperar as lesões ocorridas principalmente após acidentes automobilísticos estão sendo realizadas inclusive no Brasil. A revista Cytotherapy publicou um artigo original com quatro pacientes que receberam Células tronco autólogas diretamente no local da lesão. Os resultados foram extremamente alvissareiros e os autores consideram que o procedimento deve ocorrer em associação às medidas convencionais de descompressão pelo potencial comprovado de regeneração medular.

Attar A. et. al “An attempt to treat patients who have injured spinal Cords with intralesional implantation of concentrated autologous bone marrow cells” Cytotherapy 2011,13:54-60

Milton Artur Ruiz

Agentes Hipometilantes e o Transplante de Células – tronco Hematopoéticas nas Síndromes Mielodisplásicas

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Os agentes hipometilantes, 5-azacytidina (Vidaza*), têm demonstrada eficácia e boa tolerabilidade no tratamento das Síndromes mielodisplásicas. Apesar de tudo a opção para a “cura” nestes pacientes, a maioria com idade avançada, cada vez mais é o Transplante.
Com a redução da toxicidade, preparo com menor dose das drogas, e com os agentes hipometilantes dados tem surgido indicando que o uso do mesmo antes, para o preparo do transplante, e após para se manter o paciente em remissão (sem doença) é possível e a conduta extremamente promissora.

Cogle et. al . Hypomethylating agent induction therapy followed by Hematopoietic cell transplantation is feasible in patients with Myelodisplastic Syndromes.
Clinical Advances in Hematology & Oncology , 2010;8(1)

De Lima M. et al , Maintenance therapy with low-dose Azacytidina after Allogeneic Hematopoietic Stem Cell Transplantation for recurrent Acute Myelogenous Leukemia or Myelodisplastic Syndrome dose and schedule finding study.
Cancer 2010; 116: 5420

Milton Artur Ruiz

Células- tronco congeladas por longo tempo são eficazes.

Estudo retrospectivo realizado no Canadá, com dados de vários centros , no qual as células tronco hematopoéticas de sangue periférico foram obtidas por Leucaférese ( extração e separação dos leucócitos e células-tronco) e criopreservada por mais de dois anos, foram eficientes para o transplante de células tronco hematopoéticas (TMO) autólogo em pacientes com várias doenças. Os resultados clínicos não divergiram do esperado e os parâmetros de CD34+, leucócitos e demais marcadores são semelhantes aos que tiveram Células- tronco congeladas por curtos períodos que é o habitual no procedimento.
Estes dados abrem caminho para inúmeras ilações e perspectivas até então não confirmadas no tratamento de doenças convencionais e na terapia celular regenerativa.
Cameron G ET AL., Cryopreserved mobilized autologous blood progeitors stored for more than 2 years sucessfully support blood count recovery after high-dose chemotherapy.
Cytotherapy 2011; 13:856

Milton Artur Ruiz

Ensaios clínicos com Células – tronco Humanas Embrionárias

Os estudos Células-tronco humanas embrionárias se iniciaram com os estudos da Geron Inc. que foram liberados há cerca de dois anos pelo “Food and Drug Administration” (FDA) americano. Por segurança a inclusão de pacientes foi postergada pelo encontro de formações císticas nos cobaias do experimento e por se tratar de uma preocupação de se tratarem de tumores malignos. Isto foi descartado e o estudo foi iniciado.
Abaixo na tabela encontra-se uma descrição sumária dos estudos em andamento, e algumas peculiaridades de cada uma das pesquisas:

Tabela: Estudos clínicos com Células - tronco Embrionárias

Em tempo, o governo americano acaba de propor um fundo US 25 milhões para continuidade dos estudos da Geron Inc.

Milton Artur Ruiz

Sobre o Autor

Médico, Hematologista, Hemoterapeuta, Professor Colaborador da disciplina de Hematologia/Hemoterapia da Faculdade de Medicina da Universidade de S. Paulo, USP-SP, Coordenador do Grupo de Estudos de Terapia celular do IMC de S J do Rio Preto-SP, Chefe da Unidade de Transplante de Medula Óssea do Hospital Infante D. Henrique da Associação Portuguesa de Beneficencia de SJ do Rio Preto SP. , Editor da Revista Brasileira de Hematologia e Hemoterapia - Journal of Hematology and Hemotherapy ISSN 1516 8494 , Mestre em Hematologia – Escola Paulista de Medicina, Unifesp-SP, Doutor em Medicina Interna – Unicamp-SP, Livre docente em Hematologia- Famerp- SP.

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