// archives

Transplante Alogenico

This tag is associated with 9 posts

Food Drug Administration dos Estados Unidos aprova o uso do Hemacord

Droga, chamada Hemacord, é indicado para uso no Transplante de Células-tronco Hematopoiéticas

A U. S. Food and Drug Administration (FDA) aprovou o HEMACORD, o primeiro produto derivado de células tronco licenciado feito com as células progenitoras hematopoiéticas (HPC-C) do sangue de cordão umbilical.
O HEMACORD tem o seu uso indicado no transplante de células-tronco hematopoiéticas para pacientes com doenças que afetam o sistema (sanguíneo) hematopoiético.

A aprovação do HEMACORD foi baseada em testes em que a segurança e eficácia foram comprovados e onde foram cumpridos todos os requisitos regulamentares. Esta é a primeira aprovação de um pedido de licenciamento de um produto do sangue do cordão umbilical.
O HEMACORD apresenta os mesmo os riscos de doença do enxerto versus hospedeiro (GVHD), síndrome de enxerto, falência do enxerto e reações à infusão, que podem ser fatais como o que ocorre no Transplante de Células-tronco hematopoéticos alogenicos tradicionais.. Os pacientes que recebem o HEMACORD devem ser cuidadosamente monitorados. A avaliação de risco-benefício, a seleção da unidade, e a administração da HEMACORD devem ser feitas sob a direção de um médico com experiência em transplante de células-tronco hematopoiéticas.

Milton Artur Ruiz

A recuperação dos linfócitos após o Transplante de Células -tronco Hematopoéticas (TCTH)

A recuperação do número de linfócitos é um dado indicativo de boa evolução após o TCTH. Este dado pode substituir de substituir os parâmetros até então sob observação em relação à enxertia (pega), taxa de mortalidade não relacionada à recaída, e melhora de sobrevida dos pacientes transplantados.

Em 40 pacientes submetidos ao TCTH de sangue de cordão umbilical 30 dias após observou-se que os pacientes com valores de linfócitos > de 150 /uL tinham menor taxa de mortalidade não relacionada à recaída e melhora de sobrevivência quando comparados aos pacientes que apresentavam valores < 150 /uL. Pacientes com valores de linfócitos < de 100 uL apresentavam maior taxa de falha de enxertia do que os que tinham >100 ul, no 30º dia após o transplante.

Não existiu nenhuma relação entre doença de base tratada, tipo de condicionamento (drogas para o preparo do paciente), uso de globulina anti- timocítica ou número de sangue de cordões utilizados no TCTH que interferiu na recuperação de linfócitos após o procedimento.

Este dado corrobora o que já se havia observado no TCTH convencional com células tronco de adultos

Tedeschi SK, Early Lymphocyte reconstitution is associated with improved transplant outcome after Cord blood transplantation
Cytotherapy 2011, 13:78 -82
Milton Artur Ruiz

Agentes Hipometilantes e o Transplante de Células – tronco Hematopoéticas nas Síndromes Mielodisplásicas

.
Os agentes hipometilantes, 5-azacytidina (Vidaza*), têm demonstrada eficácia e boa tolerabilidade no tratamento das Síndromes mielodisplásicas. Apesar de tudo a opção para a “cura” nestes pacientes, a maioria com idade avançada, cada vez mais é o Transplante.
Com a redução da toxicidade, preparo com menor dose das drogas, e com os agentes hipometilantes dados tem surgido indicando que o uso do mesmo antes, para o preparo do transplante, e após para se manter o paciente em remissão (sem doença) é possível e a conduta extremamente promissora.

Cogle et. al . Hypomethylating agent induction therapy followed by Hematopoietic cell transplantation is feasible in patients with Myelodisplastic Syndromes.
Clinical Advances in Hematology & Oncology , 2010;8(1)

De Lima M. et al , Maintenance therapy with low-dose Azacytidina after Allogeneic Hematopoietic Stem Cell Transplantation for recurrent Acute Myelogenous Leukemia or Myelodisplastic Syndrome dose and schedule finding study.
Cancer 2010; 116: 5420

Milton Artur Ruiz

O Transplante de Células – tronco hematopoéticas nas síndromes mielodisplásicas

Diversos autores concordam que pacientes com síndromes mielodisplásicas (SMD) ou Leucemia e que voltam apresentar doença após o transplante têm um prognóstico ruim. A SMD é uma doença que parece, e ate evolui em muitos casos para Leucemia, com sinais e sintomas de anemia, infecções e hemorragia, e é mais freqüente nos pacientes idosos.
As opções nestes casos são um segundo transplante alogênico, ou quimioterapia de resgate convencional e infusão de linfócitos do doador. Entretanto, algumas destas estratégias não são de fácil adoção para pacientes com SMD, principalmente nos mais idosos.

Garcia-Manero & Fenaux (2011) comentam em seu artigo que os atuais avanços na tecnologia do transplante permitem a inclusão de pacientes mais idosos com doadores alternativos; assim, um grande número de pacientes (com SMD) tem se beneficiado dessa modalidade de tratamento potencialmente curativo.

Consideram os autores que a questão mais importante é o momento de fazer o transplante, tanto nos casos de alto risco como também nos de baixo risco.
Citam os autores um estudo do “International Bone Marrow Transplant Registry” em que o transplante precoce beneficiou pacientes de alto risco por determinarem uma expectativa de vida mais longa a estes pacientes. Isto também pode ser extrapolado para os pacientes de
baixo risco.

Garcia-Manero G, Fenaux P., Hypomethylating agents and other novel strategies in myelodysplastic syndromes.

J Clin Oncol. 2011 Feb 10;29(5):516-23. Epub 2011 Jan 10. Review.

Milton Artur Ruiz

Atividades Físicas nos pacientes transplantados com células- tronco alogênicas.

O transplante alogênico com células tronco hematopoéticas é um procedimento consagrado que cura inúmeros pacientes com doenças graves, mas é devastador para muitos . Assim sempre se procura condutas e estratégias que visam contornar ou evitar problemas além de maximizar o resultado benéfico do procedimento. Pouco se sabe se uma atividade física controlada, antes, durante ou após o transplante, dá resultados e é benéfica para os pacientes transplantados.
Com este objetivo pesquisadores de Colonia na Alemanha conduziram um estudo em 47 pacientes submetidos a um programa de exercícios prévio ao transplante, que foi publicado no European Journal of Hematology.
Concluíram que o programa de exercícios empregado no estudo foi satisfatório, e que aparentemente melhorou os pacientes em vários dos parâmetros observados.
Assim concluíram pelo benefício do treinamento físico antes do transplante.
Baumann FT et al. Phisical activity for patient undergoing an allogeneic hematopoietic stem cell transplantation: benefits of a moderate exercise intervention. European Journal of Hematology, 2011; 87: 148-156
Milton Artur Ruiz

Diarréia persistente após o Transplante de Células – tronco de Cordão umbilical

A diarréia é uma manifestação freqüente após o transplante com células do cordão (TCTCU). Dentre as causas prováveis encontram-se a Doença Enxerto contra o Hospedeiro (reação dos linfócitos do doador contra os tecidos do receptor) infecções e reações a medicamentos. Um estudo retrospectivo em pacientes (104)que foram submetidos ao TCTCU e que apresentaram o sintoma foi caracterizado um nova doença : Síndrome da Colite do cordão (SCC).
O estudo descartou as causas anteriormente citadas como freqüentes, e o estudo histopatológico demonstrou um quadro típico de colite crônica ativa e inflamação granulomatosa similar a doença de Chron. A probabilidade dos pacientes do inicio da SCC vai dos 16 dias após até um ano do TCTCU e a mediana dos casos estudados foi de 131 dias.
A doença responde a antibacterianos como o metronidazol e as fluoroquinolonas.
N Engl J Med 2011; 365: 815-824
Milton Artur Ruiz

Ensaios clínicos com Células – tronco Humanas Embrionárias

Os estudos Células-tronco humanas embrionárias se iniciaram com os estudos da Geron Inc. que foram liberados há cerca de dois anos pelo “Food and Drug Administration” (FDA) americano. Por segurança a inclusão de pacientes foi postergada pelo encontro de formações císticas nos cobaias do experimento e por se tratar de uma preocupação de se tratarem de tumores malignos. Isto foi descartado e o estudo foi iniciado.
Abaixo na tabela encontra-se uma descrição sumária dos estudos em andamento, e algumas peculiaridades de cada uma das pesquisas:

Tabela: Estudos clínicos com Células - tronco Embrionárias

Em tempo, o governo americano acaba de propor um fundo US 25 milhões para continuidade dos estudos da Geron Inc.

Milton Artur Ruiz

Os problemas do Transplante de Células – tronco Hematopoéticas.

O Transplante de Células –tronco Hematopoéticas é um procedimento consagrado e faz parte do tratamento e a única chance de cura em muitas doenças do sangue. Porem quando ele se realiza, e as células provêm de um doador estas podem causar um efeito devastador e se viram contra o paciente podendo levá-lo á morte e não a cura da doença. Esta é doença do enxerto (células do doador) contra o Hospedeiro (paciente). Assim vários medicamentos após o transplante são usados para prevenir este problema ( profilaxia) e são mantidos durante longo tempo. Estes medicamentos em contrapartida também são tóxicos para o organismo e também muitas vezes não controlam o problema. Por isto que se estudam as interações das células e o uso de células especiais como as mesenquimais, que existem no organismo, para controle da Doença Enxerto contra o Hospedeiro.

Recentemente um artigo de revisão sobre o tema foi publicado na Revista Brasileira de Hematologia e Hemoterapia e ilustra bem a problemática apresentada. Abaixo a sua citação:

Alessio DS e colaboradores “Importance of killer immunoglobulin-like receptors in allogeneic Hematopoietic stem cell transplantation” Rev. Bras Hematol .Hemoter 2011;33(2):126-130

Acesso www.scielo.br/rbhh ou www.rbhh.org

Milton Artur Ruiz

Cura da Infecção pelo HIV com Terapia celular.

Artigo publicado na Blood, revista mais prestigiada da área de Hematologia, relata a possível cura de paciente portador do vírus HIV após o Transplante de Células –tronco Hematopoéticas de doador ( Alogenico).

O resultado positivo deste tratamento é atribuído a peculiaridade do Transplante das células – tronco do doador denominadas de delta 32 e que são resistentes ao vírus e que após o procedimento deixou de tomar os medicamentos antiretrovirais para o tratamento da infecção pelo HIV. A importância deste relato está no fato de elucidar aspectos da recuperação imunológica após o transplante, comportamento das células susceptíveis a infecção ao HIV e aspectos do comportamento imunológico das células deste doador de característica especial após o transplante.

Vale á pena conferir a publicação.

Milton Artur Ruiz

Sobre o Autor

Médico, Hematologista, Hemoterapeuta, Professor Colaborador da disciplina de Hematologia/Hemoterapia da Faculdade de Medicina da Universidade de S. Paulo, USP-SP, Coordenador do Grupo de Estudos de Terapia celular do IMC de S J do Rio Preto-SP, Chefe da Unidade de Transplante de Medula Óssea do Hospital Infante D. Henrique da Associação Portuguesa de Beneficencia de SJ do Rio Preto SP. , Editor da Revista Brasileira de Hematologia e Hemoterapia - Journal of Hematology and Hemotherapy ISSN 1516 8494 , Mestre em Hematologia – Escola Paulista de Medicina, Unifesp-SP, Doutor em Medicina Interna – Unicamp-SP, Livre docente em Hematologia- Famerp- SP.

Está no seu momento de descanso né? Entao clique aqui!