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Novas perspectivas- Aplicação de células uroteliais contendo células tronco/progenitoras tem efeito anti-tumoral em câncer de bexiga.

O câncer urotelial de bexiga é o segundo tipo de tumor mais comum no trato geniturinário e as formas avançadas da doença tem uma alta taxa de mortalidade.

Células normais de bexiga foram extraídas, cultivadas e inseridas na bexiga de ratos portadores do tumor. O experimento demonstrou que tais células normais, vindas de outro indivíduo tiveram um efeito suprimindo o crescimento e a migração das células tumorais. Em alguns casos, houve até mesmo regressão do tumor. A hipótese é que as células normais induzam uma série de eventos que inibem o crescimento tumoral e ativam o sistema imune.

Imagem do artigo

Imagem do experimento mostrando um exemplo onde houve regressão do tumor. NMU= Grupo que recebeu a infusão de células uroteliais de outro indivíduo. NS= Grupo controle.

Os autores sugerem que estes resultados poderiam apontar para uma nova modalidade de terapia celular, onde desordens imunes podem ser tratadas aumentando a capacidade de cura do corpo através da aplicação de células alogênicas.

 

 

 

 

Huang CP, Chen CC, Shyr CR. The anti-tumor effect of intravesical administration of normal urothelial cells on bladder cancer. Cytotherapy. 2017 Oct;19(10):1233-1245. doi: 10.1016/j.jcyt.2017.06.010. Epub 2017 Aug 14. PMID: 28818454

Transplante de Células –tronco hematopoéticas no Lupus;

 

Lupus eritematoso sistêmico é uma doença auto imune de mil faces. De difícil diagnóstico ao seu início, a doença pode começar com sintomas neurológicos, cardíacos, articulares e cutâneos e o paciente passar por vários médicos sem que o diagnóstico seja realizado. Assume várias formas e o paciente pode apresentar manifestações graves como tromboses e inclusive vir falecer sem que o diagnóstico seja realizado. Existem as vezes casos familiares e descrição de óbitos. A doença na maioria das vezes é grave e os sintomas quando não debelados em muitos pacientes podem evoluir com problemas renais que fazem com que os rins parem de funcionar.  Esta é a nefrite lúpica na qual o paciente necessita de um transplante de rim para sua sobrevivência.

O tratamento básico do Lupus é com imunossupressores, mas por vezes nada funciona e o transplante de células-tronco hematopoética é uma opção para pacientes não controlados com o tratamento convencional descrito ou naqueles sob risco de piora de sua doença. O Lupus é uma das doenças auto imunes em que este transplante é mais realizados em todo o mundo, com “cura” provável descrita em mais de 50% dos pacientes que foram submetidos a este tratamento.

Sociedade Brasileira de Transplante de Medula Óssea (SBTMO) recomenda o Transplante para a Doença de Crohn.

Durante a reunião do Consenso da SBTMO de diretrizes para o transplante de medula óssea no Brasil, na cidade de S.Paulo, várias definições referentes a indicação do transplante para tratamento de diversas doenças forma realizadas. Dentre elas no capítulo referente a doenças autoimunes, o Transplante foi recomendado para casos selecionados de pacientes com a Doença de Crohn. Os dados da moléstia foram apresentados pelo Professor Milton Artur Ruiz, que realtou a experiência mundial no tratamento da doença, de recente estudo de metaanálise, e dos resultados do transplante de São José do Rio Preto, com maior número de casos, e do Hospital Albert Einstein de São Paulo. A recomendação estará no próximo fascículo a ser editado pela SBTMO.

500.000 pacientes transplantados de Medula Óssea!

EBMT comunica que no começo de 2017 foi atingida a marca de 500.000 pacientes transplantados registrados.

Por esta ocasião, publicou um video aos médicos, pesquisadores, doadores e paciemtes.

Video traduzido- 500.000° paciente

 

https://youtu.be/ecEqAkXqiu8

 

 

 

Exercício nas Doenças Auto imunes

Milton Artur Ruiz , Priscila Samara Saran
Unidade de TMO da Associação Portuguesa de Benficencia de SJ Rio Preto , SP                  

Doenças autoimunes realmente jogam o corpo em um ciclo vicioso. Você ataca seus próprios tecidos. Sua inflamação está na estratosfera. O que geralmente seria bom para você – como aumentar o sistema imunológico – pode piorar a sua situação. Muitas vezes você vai restringir certos alimentos que, no papel, parecem saudáveis e densos em nutrientes. Você não quer correr riscos, então mede e pondera tudo antes de comer ou fazer. Às vezes parece que quase tudo tem o potencial de ser um gatilho de piora dos sintomas.
Isso se aplica ao exercício, também? As pessoas com doenças autoimunes também devem mudar a forma como treinam ou se exercitam?

Primeiramente: o exercício pode ajudar. Você apenas tem que fazê-lo direito ou arriscar colher efeitos negativo.
Não sobre treine. A maioria das doenças autoimunes é caracterizada por inflamação crônica. Qualquer coisa que aumente essa carga inflamatória, como exercício demais, contribuirá para piorar o estado geral. . O sobre treino – exercício estressante do qual você não se recuperarará antes de exercer novamente – irá aumentar a sua carga de estresse e aumentar os sintomas autoimunes.

Evite o intestino permeável induzido pelo exercício. Exercícios intensos e prolongados – pensem em treinos metabólicos de 30 minutos de alta intensidade, corridas longas a passo rápido, tiros de 400 metros – aumentam a permeabilidade intestinal. A permeabilidade intestinal elevada tem sido associada à artrite reumatóide e à espondilite anquilosante, e os pesquisadores acham que ela pode desempenhar um papel causador também em outras doenças autoimunes.
No entanto, não se exercitar pode ser ainda pior porque o exercício aumenta as endorfinas. A maioria pensa nas endorfinas simplesmente como substâncias químicas que nos fazem “sentir bem”. Elas são o que o corpo bombeia para lidar com a dor, como uma resposta ao exercício, e é através do sistema de receptores de endorfinas que os opiáceos exógenos funcionam. As endorfinas também desempenham um papel importante na função imunológica. Em vez de “aumentá-la” ou “diminuí-la”, as endorfinas regulam a imunidade. Elas a mantêm funcionando sem problemas. Sem endorfinas, o sistema imunológico começa a se comportar mal. Soa familiar?

Esta é a mesma relação que todos têm com o exercício. Demasiado é ruim, muito pouco é ruim, a recuperação é sempre necessária, e a intensidade deve ser equilibrada com o volume de exercícios realizados. A margem de erro é simplesmente menor quando você tem uma doença auto-imune.
Na Doença de Crohn, o corpo ataca o trato gastrointestinal. É uma condição bem ruim. Como Crohn pode envolver dor abdominal incapacitante, digestão prejudicada, fadiga, dor nas articulações e diarreia de emergência, os pacients muitas vezes evitam o exercício. Eles não deveriam. Se você conseguir ultrapassar os bloqueios mentais que a Doença de Crohn constrói, o exercício pode realmente ajudar.

O que funciona:

Sprints (exercícios de alta intensidade em intervalos curtos), assim como exercícios de média intensidade funcionam, mas os sprints são menos inflamatórios. Ambos os sprints (seis ciclos de sprints de quatro x 15 segundos de bicicleta a 100% de potência de pico) e pedalar moderadamente (30 minutos a 50% de potência de pico) foram bem tolerados por crianças com Crohn, mas certos marcadores inflamatórios foram maiores no grupo moderado. Outro marcador inflamatório também permaneceu elevado durante mais tempo no grupo moderado.

Treinamento de resistência e atividade aeróbica. Sozinhos ou juntos, ambos melhoram os sintomas de Crohn modulando a função imunológica.
Andar a pé. Um programa de caminhada de baixa intensidade (apenas três vezes por semana) melhorou a qualidade de vida em pacientes com Crohn.

Naqueles pacientes que serão submetidos ao transplante de Células Tronco Hematopoiéticas, o exercício físico tem efeitos benéficos sobre o estado geral do paciente, influenciando inclusive em uma melhor mobilização das células tronco. Portanto, a fisioterapia deve deve ser realizada conforme as condições dos pacientes, que devem ser estimulados a caminhar e fazer exercícios conforme seu estado permitir, durante o período de internação e após alta hospitalar.

Referências
http://www.marksdailyapple.com acesso em 05 de abril de 2017
http://www.paleodiario.com/2017/04/como-exercitar-se-quando-se-tem-uma.html acesso em 05 de abril de 2017
DeFilippis EM, Tabani S, Warren RU, Christos PJ, Bosworth BP, Scherl EJ. Exercise and Self-Reported Limitations in Patients with Inflammatory Bowel Disease. Dig Dis Sci. 2016; 61 (1): 215-20
McCray CJ, Agarwal SK. Stress and autoimmunity. Immunol. Allergy Clin North Am. 2011; 31(1): 1-18.
Arrieta, MC, Bistritz L and Meddings JB. Alterations in intestinal permeability. Gut. 2006 ; 55(10): 1512–1520.
Wilson RW, Jacobsen PB, Fields KK. Pilot study of a home-based aerobic exercise program for sedentary cancer survivors treated with hematopoietic stem cell transplantation. Bone Marrow Transplant 2005; 35:721–727
Baker JM, Nederveen JP, Parise G. Aerobic exercise in humans mobilizes HSCs in an intensity-dependent manner. J Appl Physiol (1985). 2017; 122(1):182-190

Como provar o não aprovado em Terapia celular.

Milton Artur Ruiz*

A terapia celular é considerada a medicina do futuro (1). Há mais de dez anos a resposta da academia para a terapia tem sido frustrante e os resultados de estudos experimentais não tem sido transferido na velocidade que a população e os pacientes, muitos deles sem opção de tratamento, desejam. Assim, muitos se desesperam e buscam opções e tratamentos diversos por vezes não aprovados para os seus males.

Todo medicamento ou tratamento novo ou inovador para ser empregado deve seguir os paradigmas das fases de segurança, eficácia, antes da sua disseminação, comercialização e recomendação para a população. O tempo de aprovação de um novo medicamento é longo e pode ultrapassar 10 anos dependendo de aspectos locais e problemas burocráticos de cada país. Os parâmetros de avaliação como norma e seguidos são os da indústria farmacêutica, mas o que se observa é que a terapia celular não segue estes parâmetros.
Sobre isto a International Society for Cellular Therapy (ISCT) tem se debruçado e publicou recentemente na revista Cytotherapy artigos sobre o tema (2,3).

As células são altamente complexas e respondem dinamicamente a qualquer modificação do meio ambiente o que faz com que seja difícil a padronização, diferente das pequenas moléculas produzidas industrialmente em laboratórios e testados na forma tradicional. As células, por exemplo, secretam citocinas e fatores de crescimento, e microvesículas liberadas em múltiplas quantidades e combinações e que variam em relação ao meio ambiente e estado fisiopatológico do paciente no qual elas são introduzidas. Assim torna-se um desafio testar a terapia celular para várias doenças. Os desafios são a escolha do melhor tipo de célula, o mecanismo de ação que ela exerce para uma determinada doença, os aspectos técnicos do seu isolamento, caracterização e identificação, e a sua expansão em laboratórios que tenham boas práticas e experiência comprovadas (GMP). Outro aspecto refere-se ao número de células (dose) e a via de administração mais adequada para a doença que tenha indicação clínica ou não exista outra opção terapêutica. No entanto os estudos pré-clínicos devem ocorrer para que ocorra preliminarmente a prova de evidencia e conceitual de tratamento para a doença em tela e sob avaliação.
O uso compassivo da terapia celular em casos de emergência é outro aspecto que a ISCT demonstra ter preocupação (2). Ao mesmo tempo entende que em situações de emergência onde não exista por vezes outra opção que não a terapia celular ou já tenham sido esgotados os tratamentos convencionais. Neste aspecto o Brasil não possui legislação específica assim como para terapia o país segue normas de regulamentações mínimas produzido pelo Ministério da Saúde-ANS. Em relação a isto em nosso país existe um grande cabedal jurídico a favor do emprego de terapias inovadoras, desde que existam resultados pregressos e principalmente segurança no seu emprego para os pacientes.

Assim protocolos clínicos bem estabelecidos, e realizados por grupos com responsabilidade e conhecimento da terapia celular e da doença alvo são as premissas relevantes para o uso compassivo da terapia celular.
Estes protocolos não devem não ser realizados de forma esporádica, e sim conduzidos de forma a obter dados do procedimento e do seguimento dos pacientes. Assim todo o potencial do tratamento compassivo deve seguir a premissas de fase 1 baseado em um protocolo bem escrito, visando segurança e factibilidade, em relação ao tipo de célula a ser empregado e pincipalmente o desfecho a ser avaliado no tratamento. Este tratamento deve conter um documento de consentimento livre de participação com informações globais, resultados pregressos, riscos e benefícios potenciais e contar com a aquiescência do paciente a ser submissão a terapia e também permitir a divulgação dos resultados observados. Após, deverão ser delineados estudos de fase 2 e 3 de comparação com o melhor tratamento existente no momento para a doença sob investigação. Dependendo da doença sob investigação, serão selecionados os desfechos, o tamanho amostral e estes resultados obviamente determinarão o status da terapia celular naquela doença.

Os estudos randomizados são o objetivo dos pesquisadores, os mais valorizados e fazem parte do topo de uma linha de pesquisa. No entanto em determinadas situações, além de não serem factíveis, podem inclusive serem taxados de antiéticos em situações de extrema gravidade, onde resultados benéficos da terapia celular foram comprovados em revisões sistemáticas e metanálises4.
Concluindo urge que os profissionais da área de Terapia celular, as Sociedades envolvidas com a atividade, de especialidades e de pacientes que tenham doenças alvo de tratamento, discutam os resultados atuais existentes no país e no exterior e realizem avaliações conjuntas para definir o papel da terapia em cada doença.

Referências

1. Ruiz MA., Cell Therapy in Brazil, time to reflection Rev Bras Hematol Hemoter 2013, 35(5):296-8
2. Dominici M et al., Positioning a Scientific community on Unproven Cellular Therapies: The 2015 International Society for Cellular Therapy Perspective. Cytotherapy 2015; 17 (12):1663-6
3. Weiss DJ., Part 2: Making the “unproven” “proven” Cythotherapy. 2016;18(1):120-3
4. Benoit E et al. Safety and Efficacy of Autologous Cell Therapy in Critical Limb Ischemia: A Systematic Review. Cell Transplantation 2013; 22: 545-62

*Coordenador da Unidade de Transplante e Terapia cellular da Associação Portuguesa de Beneficencia SJ Rio Preto, SP Brasil.
Past VP South and Central America International Society for Cellular Therapy

Casos clínicos – Curso de Hematologia/Oncologia – FM Unilago 2015

Casos Clínicos

Caso 1
Paciente masculino, 48 anos, diabético, hipertenso, relata nos últimos 6 meses, fraqueza progressiva, cansaço aos mínimos esforços e falta de ar quando realiza atividades físicas. acompanhado de palpitações e suores profusos.

Caso 2
Paciente do sexo feminino, 2 anos de idade relata a presença de dores nas juntas frequentes, quadros febris constantes, procura o PS com dores no tórax intensa, falta de ar e aumento do amarelo nos olhos.

Caso 3
Paciente masculino, 24 anos de idade, relata aumento de bola no pescoço há 3 meses. Informa que no início apresentava dor, mas que cedeu com o uso de medicamentos para baixar a febre. Informa que o aumento de volume tem ocorrido parecendo haver um saco de bolas de gude no momento no local. Há uma semana apresenta episódios febre que desaparecem, suores a noite principalmente, e coceira pelo corpo. Emagreceu 10 Kg neste período.

Referências Bibliográficas
Tratado de Hematologia ; Marco Antonio Zago, Roberto Passetto Falcão, Ricardo Pasquini Editora Atheneu 2013

Artigos didáticos – Curso de Hematologia/Oncologia – FM Unilago 2015

ARTIGOS
Biosci Rep. 2015 Mar 31;35(3). pii: e00192. doi: 10.1042/BSR20150014.
Hepcidin: regulation of the master iron regulator.
Rishi G1, Wallace DF1, Subramaniam VN2.

Abstract
Iron, an essential nutrient, is required for many diverse biological processes. The absence of a defined pathway to excrete excess iron makes it essential for the body to regulate the amount of iron absorbed; a deficiency could lead to iron deficiency and an excess to iron overload and associated disorders such as anaemia and haemochromatosis respectively. This regulation is mediated by the iron-regulatory hormone hepcidin. Hepcidin binds to the only known iron export protein, ferroportin (FPN), inducing its internalization and degradation, thus limiting the amount of iron released into the blood. The major factors that are implicated in hepcidin regulation include iron stores, hypoxia, inflammation and erythropoiesis. The present review summarizes our present knowledge about the molecular mechanisms and signalling pathways contributing to hepcidin regulation by these factors.
KEYWORDS:
erythropoiesis; hepcidin; hypoxia; inflammation; iron:
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/26182354
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Turk Pediatri Ars. 2015 Mar 1;50(1):11-9. doi: 10.5152/tpa.2015.2337. eCollection 2015.
Iron deficiency anemia from diagnosis to treatment in children.
Özdemir N1.
Abstract
Iron deficiency is the most common nutritional deficiency worldwide and an important public health problem especially in developing countries. Since the most important indicator of iron deficieny is anemia, the terms “iron deficiency” and “iron deficiency anemia” are often used interchangeably. However, iron deficiency may develop in the absence of anemia and the tissues may be affected from this condition. The most common causes ofiron deficiency in children include insufficient intake together with rapid growth, low birth weight and gastrointestinal losses related to excessive intake of cow’s milk. If insufficient intake can be excluded and there is insufficient response to oral iron treatment in patients with iron deficiencyespecially in older children, blood loss should be considered as the underlying cause. The main principles in management of iron deficiency anemiainclude investigation and elimination of the cause leading to iron deficiency, replacement of deficiency, improvement of nutrition and education of the patient and family. In this article, the practical approaches in the diagnosis and treatment of iron deficiency and the experience of our center have been reviewed.
KEYWORDS:
Anemia; child; iron deficiency
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/26078692
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Púrpura trombocitopênica imune da criança: experiência de 12 anos em uma única instituição brasileira Childhood immune thrombocytopenic purpura: 12-year experience of a single Brazilian institution
Raquel B. Delgado1 Marcos B. Viana2 Rachel A. F. Fernandes3
Rev. Bras. Hematol. Hemoter. 2009;31(1):29-36

O objetivo deste trabalho foi determinar a frequência dos quadros clínicos da púrpura trombocitopênica imune e sua associação com contagem de plaquetas, taxa de resposta à esplenectomia e fatores preditivos do desfecho e da evolução para a cronicidade. Realizou-se estudo retrospectivo com 187 crianças diagnosticadas no Hospital das Clínicas da UFMG, entre 04/1988 e 12/2001. Quadros assintomáticos e leves corresponderam a 76% do total. Hemorragias exclusivamente cutâneas ocorreram em 96% dos casos sintomáticos. A gravidade dos sintomas associou-se à intensidade da plaquetopenia. Evolução aguda foi apresentada por 123 pacientes (70,7%) e crônica por 51 (29,3%). A apresentação insidiosa (26,2%) associou-se a um maior número de esplenectomias (p=4×10-7), a uma menor taxa de resposta à corticoterapia (p=0,003) e constituiu-se, juntamente com a ausência de resposta à corticoterapia .
http://www.scielo.br/pdf/rbhh/v31n1/aop0609.pdf
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Leucemia Mielóide Aguda: perfil de duas décadas do Serviço de Hematologia do Hospital de Clínicas de Porto Alegre – RS Acute Myelogenous Leukemia: two decades overview – Hematology Service Hospital de Clínicas de Porto Alegre -RS
Rosane Bittencourt 1 Laura Fogliato1 Liane Daudt1 Henrique N. S. Bittencourt1 João R. Friederich1 Flavo Fernandes1 Tor Onsten2 Kátia Fassina3 Luis K. Rocha3 Fábio Moreno4 Geórgia Silva4 Matheus S. Cruz4 Régis G. de Garcia4 João C. Masniersky4 Lúcia M. R. Silla
Nos últimos vinte anos, nosso serviço recebeu os pacientes com a suspeita de Leucemia Mielóide Aguda (LMA) provenientes de todas as regiões do estado. Entre março de 1980 e dezembro de 1999 analisamos 195 pacientes com idades superior a 12 e inferior a 70 anos, apresentando LMA “de novo” excetuando o subtipo M3. Na década de 80 foram registrados 102 pacientes: 47 homens e 55 mulheres. Destes, 84 receberam quimioterapia de indução com Citarabina e Daunorrubicina (esquema “7+3”), resultando no índice de remissão de 51% (43/84). As médias de sobrevidas livre de doença e global foram dez meses em 35% e 12 meses em 13% respectivamente. De jan/90 a dez/93 houve 41 novos diagnósticos e todos foram submetidos à quimioterapia com esquema “7+3” atingindo a taxa de 66% de remissão. As sobrevidas livre de doença e global foram estatisticamente superiores…..

http://www.scielo.br/pdf/rbhh/v25n1/v25n1a04.pdf

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Vídeos Educativos – Curso de Hematologia/Oncologia – FM Unilago- 2015

Curso de Hematologia/Oncologia FM Unilago 2015

Videos educativos
• Anemia ferropriva – Backsiderinas https://www.youtube.com/watch?v=QLlyFKmLdms
• Anemia falciforme – Academia de Ciencias e Tecnologia

• Leucemia linfoide aguda: Nelson Hamerschlak – https://www.youtube.com/watch?v=TKd1r8L-BwU
• Leucemia mielóide crônica: Nelson Hamerschlak – https://www.youtube.com/watch?v=hW3AfKbt7OA
• Anemia aplástica – Rodrigo Calado http://disciplinas.stoa.usp.br/mod/url/view.php?id=158613
• Linfoma de Hodgkin – Blausen (inglês)
http://www.cancercenter.com/video/cancer-types/medanim/hodgkin-lymphoma/
• Leucemia Mielóide crônica – Blausen http://www.cancercenter.com/video/cancer-types/medanim/chronic-myeloid-leukemia/
• Leucemia linfóide Aguda – Blausen
http://www.cancercenter.com/video/cancer-types/medanim/acute-lymphocytic-leukemia/
• Leucemia Mielóide crônica Blausen http://www.cancercenter.com/video/cancer-types/medanim/acute-myeloid-leukemia/
• Linfoma não Hodgkin – Blausen
http://www.cancercenter.com/video/cancer-types/medanim/non-hodgkin-lymphoma/
• Leucemia linfoide crônica Blausen
http://www.cancercenter.com/video/cancer-types/medanim/chronic-lymphocytic-leukemia/
• O que é câncer CTCA
http://www.cancercenter.com/what-is-cancer/
• Purpura Trombocitopenica Idiopática
https://www.youtube.com/watch?v=ov2JUHDpt58
• Hemofilia

Curso de Hematologia/Oncologia – FM Unilago , 2015

PLANO DE ENSINO DO MÓDULO: Hematologia/Oncologia

I. IDENTIFICAÇÃO DO MÓDULO:
Nome do Módulo e fase Nº de Horas semanais Total H/A semestre
Hematologia 4 horas 60H

HORÁRIO

AULAS PRESENCIAIS:
Quartas-feiras: 13:30 – 17:30 hs. (Global)
TRABALHO INDIVIDUAL:
Disponibilização de parte do horário disponível para pesquisa de mídia orientada, análise crítica e avaliação continuada do conteúdo didático

II. PROFESSORES
NOME: Milton Artur Ruiz, Lilian Piron-Ruiz, Tatiana Peña – Arciniegas

IV. CURSO (S) PARA O QUAL (IS) O MÓDULO OU DISCIPLINA OPTATIVA É OFERECIDO
Curso de Graduação em Medicina

V. EMENTA

Conteúdo programático de caráter teórico para o estudo das doenças hematológicas.
O objetivo do curso será o de estimular o raciocínio e o espirito critico, orientando o aluno na busca do conhecimento, fornecendo informações e apresentando as ferramentas mais adequadas para se atingir o objetivo proposto.

VI. OBJETIVOS

Objetivo Geral
Estimular a busca de conhecimento na área da Hematologia como parte da formação em medicina, possibilitando ao aluno um contato mais próximo com a análise clínica, o raciocínio clínico e o espírito crítico com os quais o futuro profissional relacionar-se-á durante as etapas de seu trabalho.
Objetivos específicos
Cognitivos:
 Conhecer á Fisiopatologia do sangue e dos órgãos hematopoiéticos.
 Ser capaz de realizar uma história clínica, exploração física e orientação diagnóstica das principais doenças hematológicas.
 Estudo clínico e biológico das doenças do sangue e dos órgãos hematopoiéticos, dos recursos de diagnóstico e de os todos os aspectos relacionados com o prognóstico e o tratamento
 Conhecer, saber aplicar, interpretar os exames hematológicos que sejam necessárias para o estudo, diagnóstico e tratamento dos pacientes.
 No acompanhamento de exames de laboratório de análises clínicas, ser capaz de interpretá-los e reconhecer as dificuldades e as facilidades na realização dos mesmos, bem como os fatores pré – analíticos que possam interferir nos resultados.
 Ser capaz de indicar adequadamente o uso racional dos hemocomponentes e hemoderivados. Reconhecer os principais sintomas e sinais relacionados aos efeitos transfusionais adversos e as condutas terapêuticas adequadas.
 Ter noções dos princípios básicos em oncologia, recursos propedêuticos e o diagnóstico dos tratamentos empregados
 Ter noções básicas dos princípios que regem a terapia celular de reconstituição medular e regenerativa
Procedimentais:
• Ser capaz de avaliar de forma adequada os exames de hemograma e coagulação
• Ser capaz de interpretar anamnese, sinais e sintomas para finalizar no raciocínio clínico.
• Ser capaz de atitude crítica estruturada na leitura de artigos médicos disponíveis em língua técnica franca (inglês)
• Ser capaz de aprimorar sua pesquisa bibliográfica através de programas na internet.

VII. CONTEÚDO PROGRAMÁTICO

1. Introdução á hematologia
2. Introdução a oncología
3. Doenças eritrocitárias
4. Doenças leucocitárias
5. Doenças oncohematológicas
6. Doenças hemorrágicas
7. Inmuno-hematologia e medicina transfusional
8. Terapia celular o

VIII. METODOLOGIA DE ENSINO / DESENVOLVIMENTO DO PROGRAMA

Aulas teóricas conforme cronograma, sempre havendo correlação do conteúdo teórico com casos clínicos e respectivos recursos de diagnostico
Sessões individuais com o professor, dedicadas á resolução de dúvidas ou problemas que o aluno apresente.
Disponibilização do conteúdo e orientações “on line” em www.celulastronco.org

IX. METODOLOGIA DE AVALIAÇÃO

Serão realizadas quatro provas teóricas não presenciais com peso 3, duas provas teóricas presenciais com peso 6.
Elaboração de Monografia ( short review) individual sobre tema discorrido durante o curso: peso 1

Sobre o Autor

Médico, Hematologista, Hemoterapeuta, Professor Colaborador da disciplina de Hematologia/Hemoterapia da Faculdade de Medicina da Universidade de S. Paulo, USP-SP, Coordenador do Grupo de Estudos de Terapia celular do IMC de S J do Rio Preto-SP, Chefe da Unidade de Transplante de Medula Óssea do Hospital Infante D. Henrique da Associação Portuguesa de Beneficencia de SJ do Rio Preto SP. , Editor da Revista Brasileira de Hematologia e Hemoterapia - Journal of Hematology and Hemotherapy ISSN 1516 8494 , Mestre em Hematologia – Escola Paulista de Medicina, Unifesp-SP, Doutor em Medicina Interna – Unicamp-SP, Livre docente em Hematologia- Famerp- SP.

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