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Agenda Clínica

Miastenia Gravis

A Miastenia Gravis (MG) é uma doença imunológica onde ocorre uma briga entre o antígeno versus o anticorpo na junção neuromuscular (sinapse) com conseqüente redução em numero e em função dos mesmos.

Clinica – Fraqueza e fatigabilidade flutuante da musculatura esquelética estriada, sua evolução é fatal se não tratada.

Sinais e sintomas clássicos – voz de caráter anasalado com diminuição do volume podendo ate desaparecer de acordo com o esforço progressivo, um bom teste para avaliação é solicitar que o paciente conte sem parar de um até cinqüenta desta forma percebemos a diminuição progressiva do volume da voz
– Ptose palpebral – um dos primeiros sinais e o mais característico ocorrendo em 25% dos casos podendo ter inicio súbito em um olho depois tornar-se bilateral
– Disfagia, disartria seguida por dispnéia e podendo progredir para insuficiência respiratória, diplopia, melhora da força muscular ao repouso

Crises – podem evoluir com crises sendo a causa mais comum infecções em torno de 30 á 40%

Epidemiologia – pode ocorrer em qualquer idade sendo mais comum em mulheres três para um, quando no sexo feminino a idade em média é de 20 á 40 anos enquanto no sexo masculino a idade media é de 40 á 60 anos.

Eletromiografia – utilizada para confirmar um defeito na transmissão neuro muscular, este exame quando suspeitado de MG é realizado.

Testes laboratoriais para o diagnóstico – determinação de anticorpos contra o receptor da acetilcolina realizado no sangue e ocorre em 80% dos pacientes miastênicos

Classificação – Depois de estabelecido o diagnóstico é usada uma classificação clinica de acordo com a força muscular

Tratamento
– Bloqueadores de acetilcolinesterase – (brometo de Piridostigmina)
– Imunossupressor-corticóides de forma geral, azatioprina, ciclofosfamida, micofenolato mofetil, anticorpos monoclonais anti CD-20(rituximabe), plasmaférese.

Lilian Piron

Sobre o Autor

Médico, Hematologista, Hemoterapeuta, Professor Colaborador da disciplina de Hematologia/Hemoterapia da Faculdade de Medicina da Universidade de S. Paulo, USP-SP, Coordenador do Grupo de Estudos de Terapia celular do IMC de S J do Rio Preto-SP, Chefe da Unidade de Transplante de Medula Óssea do Hospital Infante D. Henrique da Associação Portuguesa de Beneficencia de SJ do Rio Preto SP. , Editor da Revista Brasileira de Hematologia e Hemoterapia - Journal of Hematology and Hemotherapy ISSN 1516 8494 , Mestre em Hematologia – Escola Paulista de Medicina, Unifesp-SP, Doutor em Medicina Interna – Unicamp-SP, Livre docente em Hematologia- Famerp- SP.

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