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Agenda Clínica

Doença de Alzheimer

A Doença de Alzhemeir (DA) é uma preocupação constante quando se envelhece, pois é uma doença do idoso. No inicio dos sintomas temos esquecimentos, desorientação e déficit de memória para fatos recentes decorrentes da redução do número de neurônios e de suas ligações (sinapses). A sua evolução pode ser progressiva e não existe cura definitiva comprovada até o momento. A doença geralmente é seguida pelo neurologista e se localiza dentro do capítulo das doenças chamadas de demência com predominância de sinais e sintomas de amnésia (esquecimento).
Deve-se ficar atento aos fatores de risco que são o colesterol elevado que formam placas de ateroma, a diabetes e outras causas que afetam os vasos como as doenças vasculares.
Na classificação a doença pode ser dividida em:

Demência leve, que pode ser definida como a dificuldade de memorizar novas informações, além da dificuldade de exercer atividades rotineiras como o fechamento do balanço mensal das contas de casa, o preparo de uma receita entre outras atividades simples rotineiras do dia a dia.

Demência moderada caracteriza-se pela manifestação de transtornos de funções executivas de linguagem e de reconhecimento, principalmente visuais, e nesta se tornam bem evidentes as alterações do humor e do comportamento dos pacientes com DA.

Demência grave se manifesta normalmente após cinco anos de evolução, com os pacientes apresentando dificuldade na fala com redução da capacidade de articulação de palavras inteligíveis, dificuldade no controle da urina e das fezes (controle esfincteriano), e até perda da capacidade de sorrir.

Para se diagnosticar a DA além do quadro clinico, é importante o exame de imagem como a Tomografia computadorizada (TC) ou a Ressonância Magnética (RM) que ajuda a indicar uma atrofia na região do hipocampo e atrofia difusa da região cortical do cérebro. O PET (Tomografia com Emissão de Pósitrons) e o SPECT mostram uma redução bilateral e assimétrica do fluxo sanguíneo da região temporal- posterior ou têmporo-parietal, sendo o exame mais o mais recente o FDDNP que é um marcador da doença

O diagnóstico pode ser dividido em:
Definitivo – Estudo neuro patológico do SNC que necessita de biópsia do cérebro
Provável- Diagnóstico clínico no qual em média se tem um acerto em 80% dos casos
Possível – Os casos de evolução atípica ou com outras doenças associadas

Tratamento – Especifico é quando impede a formação de peptídeo beta-A.

Tratamento não especifico com os fármacos Donepezil, Rivastigmina, Galantamina que são inibidores da acetilcolinesterase, de modo geral estes tratamentos podem retardar um pouco a evolução, mas não impede o seu progresso.

Lilian Piron

Sobre o Autor

Médico, Hematologista, Hemoterapeuta, Professor Colaborador da disciplina de Hematologia/Hemoterapia da Faculdade de Medicina da Universidade de S. Paulo, USP-SP, Coordenador do Grupo de Estudos de Terapia celular do IMC de S J do Rio Preto-SP, Chefe da Unidade de Transplante de Medula Óssea do Hospital Infante D. Henrique da Associação Portuguesa de Beneficencia de SJ do Rio Preto SP. , Editor da Revista Brasileira de Hematologia e Hemoterapia - Journal of Hematology and Hemotherapy ISSN 1516 8494 , Mestre em Hematologia – Escola Paulista de Medicina, Unifesp-SP, Doutor em Medicina Interna – Unicamp-SP, Livre docente em Hematologia- Famerp- SP.

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