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Agenda Clínica

Acidente Vascular Cerebral

O que é 

Acidente Vascular Cerebral (AVC), ou mais conhecido como Derrame Cerebral faz parte de um grupo de doenças chamadas cerebrovasculares, sendo a terceira causa de mortalidade mais freqüente dos países industrializados o que causa um grande impacto para a Sociedade e para a Saúde pública. Isto se deve ao tratamento e a manutenção destes pacientes que são dispendiosos, além de levar a um problema de desestruturação das famílias destes pacientes.

É uma doença de instalação aguda, ou seja, muito rápida ocasionada por um distúrbio na circulação do cérebro o qual leva a uma diminuição da chegada do oxigênio ao tecido cerebral e como conseqüência morte deste tecido. É considerada uma urgência medica.

 Fatores de risco

         Hipertensão arterial sistêmica

        Diabete mellitus

        Hiperlipidemia

        Fibrilaçao Atrial

        Tabagismo

        Etilismo

        Obesidade

        Sedentarismo

 Como aparece

 Sem aviso geralmente e na forma aguda acontece um rebaixamento do nível de consciência e uma sonolência exacerbada.

Ocorrem geralmente deficiências motoras ou de localização de forma que a pessoa após o AVC não sabe onde está nem com quem está.

O que fazer

Se houver desconfiança de um AVC deve-se levar o paciente rapidamente a uma unidade hospitalar onde o mesmo deverá ser avaliado por um medico. É uma urgência medica.

Deve ser realizado de forma rápida um exame de Tomografia Computadorizada onde será visto o tamanho do comprometimento neurológico e tipo do AVC.

Tipos de AVC

Existem dois tipos de AVC o isquêmico e o hemorrágico.

O AVC isquêmico (I) é o mais freqüente e compromete aproximadamente 80% dos pacientes e ocorre por uma oclusão de um vaso sanguineo com redução do fluxo de sangue para as células do cérebro e conseqüente morte das mesmas.

AVC Hemorrágico (H) acomete 20% dos pacientes com AVC e ocorre devido a um sangramento local que causa um aumento da pressão intracraniana e edema, ou seja, inchaço no cérebro.

Como se trata 

Fase aguda

No caso do AVCH o tratamento pode ser cirúrgico.

No caso do AVCI os trombolíticos (alteplase) rt-Pa ativador de plasminogênio tecidual deve ser administrado rapidamente de 3 horas até 4 horas e meia do AVCI, mas esta decisão médica terá de ser cautelosa, pois é necessário ter experiência com a droga, sendo também fundamental eliminar fatores que possam a piorar o quadro do paciente.

Assim é obrigatório o monitoramento das funções vitais do paciente, visto que no AVC agudo o paciente pode evoluir com hipotensão e por isto não se devem administrar medicações anti-hipertensivas que faz com que a pressão da artéria atinja níveis mais baixos muito rapidamente como, por exemplo, a nifedipina sublingual ou diuréticos potentes.

Cuidar de forma incessante para que o paciente não apresente hiperglicemia, pois esta é um dos fatores que piora o ACV, pois ela leva a uma glicólise que piora a lesão neuronal. Assim se deve ter cuidado com soluções com glicose e um cuidado redobrado com pacientes já diabéticos. Outra precaução é com a hipertermia onde ocorre uma piora do quadro pelo mesmo mecanismo, sendo por isto obrigatório o controle da temperatura sistemático e administrar anti-hipertensivos se o caso exigir.

 Fase Subaguda e Crônica

 O tratamento da fase subseqüente visa à recuperação das seqüelas e de se evitar que o AVC se repita. Baseia-se em um suporte de fisioterapia, fonoaudióloga e de medicamentos e medidas de monitoramento dos fatores desencadeantes ou complicações decorrentes da fase aguda do AVC.

Lilian Piron

Sobre o Autor

Médico, Hematologista, Hemoterapeuta, Professor Colaborador da disciplina de Hematologia/Hemoterapia da Faculdade de Medicina da Universidade de S. Paulo, USP-SP, Coordenador do Grupo de Estudos de Terapia celular do IMC de S J do Rio Preto-SP, Chefe da Unidade de Transplante de Medula Óssea do Hospital Infante D. Henrique da Associação Portuguesa de Beneficencia de SJ do Rio Preto SP. , Editor da Revista Brasileira de Hematologia e Hemoterapia - Journal of Hematology and Hemotherapy ISSN 1516 8494 , Mestre em Hematologia – Escola Paulista de Medicina, Unifesp-SP, Doutor em Medicina Interna – Unicamp-SP, Livre docente em Hematologia- Famerp- SP.

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